Entrar na Floresta Amazônica é um exercício de humildade. O silêncio, o clima úmido e abafado, o teto formado pela copa das árvores, tudo faz com que você se sinta pequeno, muito pequeno. Uma imensa planície cerca o rio de águas barrentas. Dá medo? Claro que dá. A poucos passos de distância pode haver uma onça-pintada, um jacaré-açu. Mas o frio na barriga só aumenta a emoção de quem explora a mata.
Uma caminhada pela floresta é programa obrigatório para quem se hospeda nos hotéis de selva do Amazonas. Mas a diversão não acaba aí. Você pode conhecer a vida dos ribeirinhos, pescar piranhas nos igarapés e, com a ajuda de lanternas e holofotes, fazer a focagem noturna de animais.
A maioria dos hotéis de selva tem acesso por barco, na região de Manaus. Mas outros pontos do Amazonas começam a receber empreendimentos desse tipo. Alguns estão em terra firme. Outros flutuam sobre balsas ou ficam suspensos em áreas alagáveis (chamadas de igapós). Todos têm algo em comum: ajudam o visitante a sentir-se parte da natureza que o envolve, sem abrir mão do melhor da civilização.