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ROTEIRO DE VIAGEM – Vale do Café
A expansão da lavoura cafeeira, que movimentou a economia do país na metade do séc. 19, começou no vale do rio Paraíba do Sul, próximo do Rio de Janeiro. Muitas das fazendas daquele tempo ainda estão lá,
bem-preservadas. Algumas só recebem visitantes, outras viraram hotéis. Essa verdadeira viagem ao passado é perfeita para ser feita de carro: uma cidade fica pertinho da outra.
Vassouras
A antiga Cidade dos Barões guardou bem seu centro histórico – a praça Barão de Campo Belo é só uma amostra da riqueza que circulou pelo lugar durante o Ciclo do Café. Mas o melhor fica nos arredores, como as
fazendas Cachoeira Grande, Secretário e Cachoeira do Mato Dentro, com móveis e objetos originais.
Rio das Flores
Hotel e atração turística, a Fazenda União (1836) é classificada como hospedagem de charme no Guia Brasil desde 2006. A conservação é impecável, e os ambientes da casa são decorados com objetos de época.
Valença
Não dispense uma volta pelo Centro: a Casa Léa Pentagna, que virou museu, e a Catedral N.S. da Glória, com detalhes renascentistas, merecem uma visita. Mas é na área rural que ficam as principais atrações, como a Fazendas Pau D’Alho, com conjunto de móveis franceses originais do séc. 19, e a Chacrinha, onde você pode ver o antigo terreiro de café. A Santa Clara, uma das mais antigas da região 84 (1760), tem sede com 365 janelas, 12 salões e 52 quartos.
Conservatória
É a única cidade do roteiro em que as fazendas não são as atrações mais procuradas. Todo mundo que vai à Conservatória quer saber é das tradicionais serestas, que acontecem na rua aos sábados e domingos. Mesmo assim (e mesmo que você fique na cidade apenas dois dias), há tempo suficiente para conhecer dois ótimos
exemplos de fazendas coloniais: a Florença, que preserva a casa-sede e uma parte do muro da antiga senzala, e a São Paulo, que produz café até hoje.
Barra do Piraí
Sábado, em Barra do Piraí, é dia cheio: à tarde tem chá imperial e visita à casa-sede na Fazenda Arvoredo; à noite, sarau na Ponte Alta, com atores que vestem roupas de época e apresentam danças como polca, minueto e valsa. Mais simples, as visitas às fazendas Taquara (que mantém a produção de café) e São João da
Prosperidade são guiadas pelos donos, que contam em detalhes as histórias de cada lugar.
Publicado em outubro de 2008 |