Até meados dos anos 60, a capital do Maranhão era a soma do Centro Histórico e dos bairros a seu redor, conjunto que hoje é Patrimônio Histórico da Humanidade. Essas paragens junto da confluência dos rios Anil e Bacanga eram uma terra de praias semidesertas salpicada por sítios e cabanas de pescadores. Ir até lá exigia jornadas de barco, água e merenda. Mas em meados dos anos 60, com a construção de uma ponte, a ilha cresceu. Sob certos aspectos, continua ostentando a tradição, o bucolismo e o folclore de sempre. Mas brotou entre os ludovicenses (é esse o nome de quem nasce lá) uma nova vida, à sombra de edifícios modernos, shopping centers e hamburguerias de grife. É essa mistura que torna a capital maranhense tão interessante. Quando não existia a tal ponte, o biquíni, a caipirinha, as praias eram só o lado de lá. Hoje, a orla começa na Ponta d'Areia (o mais lindo pôr-do-sol) e segue pelas praias de São Marcos, Calhau, Olho d'Água e Araçagi, onde se combinam numa colorida rotina: futebol, jogging, reggae, pagode e carros na areia. A Avenida Litorânea nem de longe lembra a do Rio. A não ser pelas calçadas largas, pela iluminação bem resolvida e por poucos restaurantes e sorveterias, o cenário é o mesmo de décadas atrás. E ainda resistem as dunas cobertas por cajueiros e trançadas por trilhas, tudo bem junto da pista. Quando o vento bate forte (quase sempre) o asfalto some sob a areia. Não nutra expectativas quanto às praias. Apesar da alma caribenha que o reggae empresta, o mar não cintila de azul, a areia não é branca nem há profusão de coqueiros. A maior atração de São Luís é o jeito de falar, calçado em bom português, e os hábitos sui generis produzidos pela mestiçagem, que reforçam a idéia de que estamos em outro Nordeste, outro país ou outro mundo!
[DDD:] 98[|][Informações turísticas:] <a href=http://www.turismo.ma.gov.br>www.turismo.ma.gov.br</a>[|][Transporte:] prefira andar de táxi. Como as ruas têm dois ou três nomes — o antigo, o popular e o novo —, você não conseguiria se localizar[|][Melhor época:] junho, quando acontece o bumba-meu-boi. A brincadeira é típica no Maranhão, mas converge para a capital durante os dez dias finais desse mês. Centenas de grupos, vindos de todo o estado, invadem ruas e clubes, transformando esse ex-território francês num imenso terreiro caboclo[|][Anote aí:] os bailes de reggae não têm lugar marcado. Para saber onde estão rolando, ouça as rádios FM Natty Naifson e Itamaraty[|]
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“No centro da cidade, há mercados de rua muito interessantes. Nesses lugares, você encontrará de tudo, desde frutos do mar a ervas medicinais. Não deixe de conhecer o Centro de Cultura Popular para aprender um pouco sobre as tradições locais. A Igreja Matriz da Sé, também no centro, é belíssima e merece visita. Na hora de comer, saboreie o arroz-de-cuxá, uma delícia da culinária maranhense, servido com feijão e couve. Uma ótima idéiaé viajar para São Luís em junho, quando as festas juninas deixam a cidade ainda mais linda.” Nathália Rodrigues, atriz