Vale a pena viajar de ônibus pelo Brasil?
Viajar de ônibus não é mais o calvário de antigamente. Muitas empresas já têm ar-condicionado, filme e lanche a bordo. Fora a confortável opção de comprar um assento num carro-leito. Muitas viações têm vendido o bilhete pela internet ou pelo telefone, via cartão de crédito, e o viajante só pega a passagem no balcão alguns minutos antes da partida. Normalmente, os ônibus que percorrem longos trechos pelo Brasil param periodicamente, mas em locais nem sempre confiáveis, por isso é melhor levar água e lanche na mochila. Na
Socicam (
www.socicam.com.br), administradora de alguns terminais de passageiros, e na
Agência Nacional de Transportes (
www.antt.gov.br), é possível pesquisar quais empresas fazem determinadas rotas, além de horários de partida e seus contatos.
O que fazer para passar o tempo em viagens longas?
Leve um player de MP3 ou discman com um monte de cds. Ou ainda videogame, livros e revistas. Para não passar frio, coloque na mochila um agasalho e meias grossas. Não esqueça de usar roupa confortável, se possível um moletom, e tenha a mão uma máscara para dormir. No quesito comida: garrafa de água, alguns analgésicos e anti-enjoos por prevenção. Acrescente também petiscos e guloseimas mas lembre-se que o banheiro dos ônibus não é dos mais confortáveis.
Dá para viajar de ônibus na América do Sul?
O nível de conforto dos ônibus sul-americanos varia muito de país para país. Os coletivos da
Argentina e do
Chile têm diferentes graus de paparicação, mas sempre incluem algum serviço – comes, bebes, filme, música ambiente, banheiro. Alguns têm poltronas tão espaçosas que dá para dormir estatelado.
Uruguai,
Colômbia e
Venezuela têm opções rodoviárias parecidas com as brasileiras (algumas piores, outras melhores).
Paraguai abaixa um pouco o nível e carrega suas muambas, mas a avacalhação fica mesmo por conta de
Bolívia,
Peru e
Equador. Esqueça que a palavra conforto existe, desista de brigar por seu lugar demarcado, tome conta de seus pertences.
Algumas viações:
Viações Pluma: 0800-6460300,
www.pluma.com.br
Chilebus: 11/6221-6239,
www.chilebus.com
Crucero del Norte: 11/2089-0568,
www.crucerodelnorte.com.ar
E na América do Norte?
A maioria das linhas de ônibus é operada pela viação
Greyhound (1-800-231 2222,
www.greyhound.com). No site
www.discoverypass.com também dá para comprar passes para vários dias, com direito a uma quantidade ilimitada de viagens. Nos
Estados Unidos, assim como na Grã-Bretanha, o Megabus (
www.megabus.com) funciona como uma espécie de companhia
low fare terrestre: conforto baixo, economia alta. Com a diferença de que os terminais rodoviários não são afastados como os aeroportos usados pelas empresas aéreas com o mesmo conceito. No
Canadá, a mesma Greyhound (800/661-8747, greyhound.ca) é quem domina a maioria dos trechos intermunicipais e interestaduais. No
México, o ônibus é o meio de transporte ideal, já que o país não possui uma boa malha ferroviária. As estradas, em geral, são boas e os ônibus, freqüentes, confortáveis e têm preços bem razoáveis. É possível escolher entre as classes luxo (lujo ou ejecutivo) – com menos paradas, bancos reclináveis, ar-condicionado e filme em vídeo – primeira e segunda. Nas últimas, o desconforto não vale a economia. É tão fácil andar de ônibus que não vale a pena alugar um carro, a não ser para trechos curtos e panorâmicos no litoral.
Como são os ônibus na Europa?
Com uma rede ferroviária tão completa, os ônibus são um tipo de transporte secundário na Europa – ainda que sejam bem mais econômicos. Para trechos menores e nacionais, eles cumprem bem o seu papel. Mas nas viagens internacionais deixam bastante a desejar. Em primeiro lugar porque não são muito confortáveis (as poltronas mal reclinam). Além disso, algumas linhas operam no esquema pinga-pinga. Para completar, são alvos freqüentes de inspeções rigorosas da polícia. Como conseqüência, atravessar as fronteiras acaba sendo demorado e desgastante. Mas, se a economia for mais importante do que a comodidade, a Eurolines (
www.euroline.es), a maior empresa rodoviária européia, liga todo o continente e também oferece passes especiais. Na
Espanha, além da Euroline, existe a Alsa (
www.alsa.es). Em
Portugal, obtenha informações com a
Rede Nacional de Expressos (
www.rede-expressos.pt). Na
Itália, o
Grupo Lazzi (
www.lazzi.it) é uma das maiores viações do país. Na Grã-Bretanha (e nos Estados Unidos), é muito popular o
Megabus (
www.megabus.com) - espécie de companhia
low fare com baixo custo e conforto. Na
Grécia, a rede rodoviária é gerida pela
KTEL (
www.ktel.org), que liga quase todo o país. Muitos ônibus entram nos
ferry boats, deixando os passageiros nas ilhas. Nos outros países europeus, em geral, os ônibus são menos confortáveis que os brasileiros.
E na Oceania?
Na
Austrália, a empresa de ônibus é a mesma da América do Norte,
Greyhound (
www.greyhound.com.au), que vai para pelo menos 1100 destinos e tem passes para jornadas múltiplas. Já na
Nova Zelândia, as duas principais viações intermunicipais são a
Newmans (
www.newmanscoach.co.nz) e a
Intercity (
www.intercitycoach.co.nz). A última circula tanto na Ilha Norte como na Sul, a Newmans, só na Norte. Ambas vendem diferentes tipos de passes que permitem várias viagens. Existem ainda os ônibus voltados para mochileiros, como o
Oz (
www.ozexperience.com) e o
Kiwi Experience (
www.kiwiexperience.com).
Como são os ônibus na África do Sul?
Os ônibus são confortáveis, mas as tarifas não são tão atraentes. As companhias mais importantes são a
Greyhound (
www.greyhound.co.za) e a
Translux (
www.translux.co.za). O
BazBus (
www.bazbus.com) é boa escolha para mochileiros: tem mais rotas que outras empresas e passes que dão direito a várias paradas.