Onde comprar cartões telefônicos pré-pagos?
No exterior, é fácil encontrá-los em bancas de jornal e tabacarias. Eles normalmente vêm com uma senha, que você deve digitar de qualquer telefone público ou do quarto do hotel (porém, eles costumam cobrar até as ligações gratuitas). A grande reclamação de usuários desse tipo de serviço é a falta de segurança: muitos cartões vêm bichados, ou seja, com uma quantidade de minutos que não funciona na prática. A melhor maneira pra evitar roubadas é recorrer às operadoras de telefonia fixa nacionais. Antes de adquirir o cartão, veja na tabela quantos minutos eles
disponibilizam para o Brasil. Isso pode variar de marca para marca. A
Embratel (
www.embratel.com.br) e a
Telefonica (
www.super15.com.br)
também vendem cartão pré-pago no próprio Brasil. Eles podem ser adquiridos nos aeroportos internacionais ou nos postos telefônicos.
Como ligar a cobrar do exterior para o Brasil?
Este tipo de chamada também pode ser feita de qualquer orelhão. Basta digitar o toll free de uma operadora – os números variam de país para país. Você será atendido em português por uma voz gravada. Se fizer
questão de falar com a telefonista, paga bem mais -- no caso da Embratel, triplica o valor da ligação. Você pode mandar a conta para a casa de quem recebe o telefonema, para a sua própria residência no Brasil ou para um terceiro (mãe, pai ou um amigo). Mas esse sistema só dá certo com os países em que as operadoras têm acordo. Fique de olho: alguns países da Europa, como Grécia e Polônia, não têm acordo com a Embratel, só com a Telefonica.
Como falar pela internet?
Mais barato que tudo isso é falar via internet. O
Messenger (
www.msn.com) e o
Skype (
www.skype.com) saem de graça. Quer dizer, é preciso pagar a hora do cybercafé se você não tiver um notebook com tecnologia wireless, que permite o acesso à internet nas
"hot spots" (áreas muito comuns em aeroportos e cafés como os da rede Starbuck’s). A hora em um cybercafé na Europa e nos Estados Unidos costuma variar entre 1 e 4
euros ou o mesmo valor, em dólar, em redes como a
Easy (
www.easyinternetcafe.com). Mas, para usar skype ou msn, a pessoa do outro lado também tem de estar online com o mesmo programa. E também é preciso que ambos tenham fone de ouvido e microfone
(o que é fornecido nos cybers). Os programas
VoIP (sigla em inglês para transmissão de voz pela internet), incluindo o Skype, ainda permitem ligações para qualquer telefone fixo com preço às vezes mais baixo até do que o de uma chamada local.
Posso usar meu celular no exterior?
A grande vantagem de levar o celular é que seu número será mantido. A outra é que, dependendo da tecnologia, ele também serve para enviar dados, como fotos e e-mails. Além disso, as operadoras brasileiras não cobram pelas mensagens de texto recebidas no exterior. E quem as envia, aqui do Brasil, paga o valor de um torpedo local. Mas a habilitação dos celulares fora do país –
o chamado roaming internacional – não é tão simples
assim no Brasil. Tarifas altas e detalhes técnicos (certos países só usam tecnologia CDMA/TDMA ou GSM, enquanto o Brasil usa as duas) são empecilhos ao avanço do sistema.
Portanto, vale informar-se antes de utilizar seu aparelho lá fora. Primeiro, é preciso ter um pós-pago. Depois, cada operadora tem a sua receita.
Vivo (0800-102-00, www.vivo.com.br)
Para quem está em trânsito nos países que usam a tecnologia TDMA/CDMA (Estados Unidos, México, Canadá, Argentina, Uruguai, Chile, Peru, República Dominicana, Ilhas Virgens, Porto Rico, China, Nova Zelândia e
Coréia do Sul), basta ligar ao 0800 para desbloquear as ligações internacionais no seu próprio aparelho. Ainda é preciso checar se a
freqüência é compatível. Muitos aparelhos possibilitam a troca dessa banda manualmente. No caso dos países que adotam o GSM – Europa, África, outros países da Ásia não citados anteriormente e outros da Oceania –, a Vivo empresta, mediante reserva antecipada e entrega de um cheque-caução no
valor do equipamento, um kit com celular de tecnologia compatível. Este faz chamadas, mas não recebe no seu número habitual. Para tanto, é preciso pedir o serviço Follow Internacional (imediato e também gratuito), que direciona as ligações para o aparelho do kit.
Claro (1052, www.claro.com.br)
O site oficial possui um excelente passo-a-passo, inclusive ensinando a trocar as freqüências do aparelho e fornecendo as tarifas válidas em vários países. Por trabalhar com as tecnologias CDMA/TDMA e GSM, convém
checar qual é a do seu celular. Em países que empregam a primeira, como os Estados Unidos e a Argentina, os aparelhos GSM podem funcionar, mas só se forem de alcance triband ou quadriband. No caso europeu e dos demais
continentes que adotam o GSM, um celular CDMA não funcionará, independentemente da freqüência. Para contornar o problema, a Claro também aluga kits e/ou linhas, em parceria com a Gradiente Cellular Travel.
Tim (11/6847-6144, www.timbrasil.com.br)
Como opera principalmente com GSM, o roaming internacional para países compatíveis é liberado no aparelho mediante solicitação (a TIM informa que é preciso ter pago a primeira fatura, em caso de aparelho recém-adquirido). Mas para usá-lo nos EUA ou na Argentina, por exemplo, é preciso ter um celular de freqüência quadriband (sim, além da tecnologia do aparelho, importam as bandas em que ele opera: 850, 900, 1800 e 1900
MHz). Um diferencial: é possível saber a tarifa vigente no país em que você se encontra, ligando à central.