Assine já!

viajeaqui

 

Direto de São Paulo

As melhores dicas da cidade pelas equipes de VT e viajeaqui

Mais comentados



Mais no viajeaqui


Busca em blogs




Noites no Recife

Direto de São Paulo - 23/09/2008

Ainda não sabe o que fazer no fim de semana? Que tal uma viagem rápida ao Recife?
Com, no máximo 24 reais, estacionamento e um pouco de gasolina você vai, aproveita e, de quebra conhece um pouco mais sobre o Manguebeat. O que acha?
Bom, neste momento você, estimado leitor, deve estar se perguntando. O que raios o Recife tem a ver com este blog, intitulado Direto de São Paulo.
Calma, eu explico. Nos dias 26, 27 e 28, (sexta, sábado e domingo próximos) haverá uma edição da série, Era Iluminada – que já homenageou a Tropicália e a Black Music - sobre aquela “loucura” dos anos 1990 criada por Chico Science, Fred Zero Quatro e adjacentes, o Manguebeat, ou Manguebit.
A Direção Musical fica por conta do rabequeiro Siba Veloso, atualmente a frente da Fuloresta, e no palco se reúnem nomes como Lia de Itamaracá, Jorge Du Peixe (vocalista da Nação Zumbi), Lúcio Maia, Pupillo e Dengue (também da Nação) e outros nomes que marcaram de alguma forma a última década no Recife.
Mas corra, porque os ingressos estão rareando nas bilheterias.

Era Iluminada – Manguebeat
(26,27 e 28 de setembro, 21h. Teatro. R$ 24 (inteira), R$ 12 (meia entrada para usuário matriculado no SESC e dependentes, acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública) e R$ 6 (para trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
SESC Pompéia - Rua Clélia, 93, 3871-7700, sescsp.org.br.

Pedro Henrique Araújo é estagiário da VT e está procurando o CD Rádio S.Amb.A da Nação Zumbi.


Adicione esta página aos seus favoritos(0) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post

Itália: gastronomia e cinema de qualidade

Direto de São Paulo - 18/09/2008

Foto: Sophia Loren em cena de La Mortadella (1971), de Mario Monicelli, filme que infelizmente não participa do festival. Crédito: divulgação.

Amanhã (19), em São Paulo, começa a Semana Pirelli de Cinema Italiano. Até o dia 25, as salas de cinema do HSBC Belas Artes e dos shoppings Iguatemi e Cidade Jardim exibem produções contemporâneas e clássicos que consagraram o cinema da Itália. Aproveitando o clima do festival, confira os 10 melhores restaurantes italianos da capital, segundo o Guia Brasil 2008

Fasano
Instalado no luxuoso hotel da rede, o lugar reúne dependências elegantes, cardápio calcado em clássicos italianos, serviço competente e uma carta de vinhos admirável, sob a responsabilidade do sommelier Manoel Beato. Entre os sucessos permanentes do cardápio está o tortelli de abóbora e o risoto de lingüiça toscana, com feijão-branco e vinho tinto.

Vecchio Torino
Não se deixe levar pela aparência residencial do lugar. Os bastidores escondem uma das cozinhas mais bem equipadas e modernas da cidade. Em seu cardápio figuram receitas do norte e centro da Itália. Do Piemonte, faz o brasato ao Barolo - picanha assada no vinho e servida com risoto de trufas negras e mostarda de Cremona. Ótima adega, com capacidade para 8 mil garrafas, boa oferta de vinhos italianos e preços altos.

Massimo
Entra ano, sai ano, as modas vão e vêm e aparentemente nada muda no restaurante Massimo. Estão lá os mesmos talheres de prata, as mesmas luminárias sobre as mesas e o mesmo carrinho de doces. No menu fixo, o tom clássico de receitas como o nhoque de semolina ao funghi e o cabrito ao forno é quebrado por brasilidades como a moqueca de peixe e a feijoada - tradicionalmente servida aos sábados.

Pomodori
Não vá sem fazer reserva. O salão é pequeno, 32 lugares, e os donos fazem questão de atender com hora marcada. Os chefs Rodrigo Martins e Jefferson Rueda se revezam no preparo de pratos que vão de clássicos a receitas criativas, como rabada de boi com polenta italiana e agrião, ravióli de lagostim ao molho de lentilhas verdes e foie gras e coelho ao molho rústico e purê de batata ao tartufo negro.

Emiliano
O paulistano José Barattino aposta na culinária italiana contemporânea, incrementada com sais importados. Mas o melhor da cozinha está no preparo artesanal e criativo das massas, como o tortelli de batata com cebola caramelizada e trufas negras e a lasanha de cavaquinha com abóbora. A casa conta com uma impressionante carta de chás, com matéria-prima trazida de diversas partes do mundo.

Gero
O salão está sempre cheio de gente bonita, famosos e executivos. A espera por uma mesa pode ser longa. Da cozinha saem massas frescas, preparadas no dia, risotos com cremosidade acima da média e carnes saborosas. Entre as opções do menu, tortelli de abóbora ao molho de amêndoas e risoto de açafrão com ossobuco. São Paulo está retratada em fotos em branco e preto nas paredes de tijolinho aparente.

La Vecchia Cucina
A cada três meses o chef Sergio Arno, um dos precursores da chamada moderna cozinha italiana no Brasil, muda 75% do cardápio. O clássico como o stracotto ao Barolo (fatias de maminha cozidas por cinco horas em vinho tinto) pode ser mais resistente e se manter no menu durante as quatro estações do ano. Mas o rösti de batata-doce com escalope de foie gras (ao molho de especiarias e mel) e depende da inspiração do chef.
 
Supra
Dos pães do couvert às massas de grano duro e as sobremesas, tudo é produzido na casa. As massas passam por um ritual quase religioso. Raviólis e tortellis são cilindrados, cortados e recheados só na hora do pedido. Ainda crus, são levados numa bandeja enfarinhada para a "aprovação" do cliente. No piso superior, há uma sala reservada para quem fuma charutos.

Due Cuochi Cucina
O salão com 45 lugares ficou pequeno para o talento de Paulo de Barros. Por isso a casa foi ampliada, ganhou forno a lenha (para pães, coelho, cordeiro e javali), bar e cozinha envidraçada. O padrão de frescor e excelência no cozimento das massas, a dupla consegue graças ao cuidado de moldar os raviólis e tortellis só na hora do pedido. Entre as opções, ravióli de maçã e shitake ao molho de gorgonzola doce.

Magari
Ocupa um salão elegante. Logo na entrada, chamam a atenção o bar e a adega, instalada no piso superior. Entre os melhores pratos, nhoque com queijo fontina e faraona (coxa e sobrecoxa da galinha-d'angola com risoto de tartufo). As sobremesas são boas, mas aqui vale a pena ir direto para o cafezinho. O expresso vem acompanhado por uma bandeja de docinhos: brigadeiro, arroz doce, frutas com chocolate.

Por Juliana Couto


Adicione esta página aos seus favoritos(3) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post

Caetano, Roberto e São Paulo

Direto de São Paulo - 29/08/2008

Montagem fotográfica: Caetano e a Ponte Estaiada (Crédito: Fernando Azevedo e Jair Magri)

Tava demorando. Caetano Veloso resolveu bater, em seu blog, nos jornalistas da Folha e do Estadão que ousaram falar mal de seu show com Roberto Carlos. Noves fora sua destemperança usual (ela, da Folha, é "boba" e ele, do Estado, é "burro"); seu eterno incômodo com qualquer crítica que não seja elogiosa; e sua verborragia; Caetano deixa entrever uma birra antiga com outra coisa: São Paulo. Diz ele que, se tivesse direito a convite, teria chamado Augusto de Campos, "quem escreveu o primeiro texto de apoio crítico à Jovem Guarda, prefigurando o tropicalismo e opondo a energia da turma de Roberto e Erasmo à pretensão da turma de Elis. São Paulo é isso." Isso o quê?? Continua: "Quando vi a Ponte Otávio Frias em frente aos prédios pós-modernos da Marginal Pinheiros (prefiro prédios pós-modernos aos chamados modernos que encheram nossas cidades de desarmonia, em nome da racionalidade) me senti esperançoso." Esperançoso de quê? Em seguida, vêm menções à "província paulista" e ao "provincianismo fraco" dos jornalistas.

Caetano é autor de uma das mais bonitas canções sobre São Paulo. Mas sua relação com a cidade, nessa letra como na vida real, é ambígua. Amor e ódio. As resenhas que saíram tanto no Estado quanto na Folha não fazem menção ao fato de ele ser baiano e Roberto, carioca (o fato do Rei ter nascido em Cachoeiro do Itapemirim é um acidente geográfico) e, portanto, a música produzida ser boa ou ruim. Para Caetano, porém, soaram como uma bravata de paulistas babacas, mais uma da turma da Elis, que se acha superior ao resto do país apenas por ser de Sampa. Caetano, um sujeito viajado, cultivado, bem sucedido aqui e lá fora, tem um complexo de inferioridade com São Paulo. O Rio, ele domina. No Rio, ele está em casa. Em São Paulo, ele tem problema com os prédios, com os jornais, com os paulistanos, com nosso "provincianismo fraco".

Esta não é uma defesa ufanista de São Paulo. Nosso cantor-símbolo é um italianinho do Brás, feio e de voz rouca, chamado Adoniran Barbosa. O paulistano típico não gosta de se jactar. Quem faz isso bem é o carioca e o baiano, mestres dos hinos às suas paisagens, às suas mulheres, aos seus sambistas etc. Os provincianos somos ruins em dizer que somos os maiores. São Paulo, qualquer um vê, é feia. Mas também não é justo ser penalizado por ter prédios "pós-modernos" e pela Elis, que nem está mais aqui para se defender. Como diz Caetano Veloso em seu blog, chega de verdade. Ou melhor, vamos à verdade: Caetano Veloso não gosta de Sampa. E isso, francamente, faz mais diferença para ele do que para os paulistanos.

Kiko Nogueira é diretor de redação do viajeaqui, do Guia Quatro Rodas e da Viagem e Turismo


Adicione esta página aos seus favoritos(19) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post

O show histórico de Caetano Veloso e Roberto Carlos em São Paulo

Direto de São Paulo - 27/08/2008

O show foi marcado pela descontração dos artistas - Foto: Divulgação

Como quase todas as milhares de pessoas que tentaram comprar ingresso para o show de ontem, em que Roberto Carlos e Caetano Veloso celebraram Tom Jobim, eu também não consegui. Ou melhor, achei que não tivesse conseguido. Não desgrudei do telefone e da internet durante uma hora, sem sucesso. Antes de a página da Ticketmaster cair pela enésima vez, meu namorado chegou a digitar o login e o número do cartão. Nada. No dia seguinte, para nossa surpresa, uma funcionária da empresa ligou dizendo que a compra tinha sido efetuada. Só acreditei mesmo quando estava com os bilhetes na mão, quatro dias depois: talvez os sessenta reais (mais doze de entrega) mais bem pagos da minha vida.

Às 21h, horário previsto para o início do espetáculo, o Auditório Ibirapuera estava lotado. Meia hora depois, o crítico musical Zuza Homem de Mello subiu ao palco e falou sobre como os dois gênios da MPB foram influenciados por Tom: Roberto começou a carreira cantando Bossa Nova e Caetano optou pela carreira artística após ouvir Chega de Saudade na voz de João Gilberto.

Com um atraso de 45 minutos, as cortinas se abriram, revelando o cenário simples. Ao fundo, um painel dividido em dois: um dos lados exibia uma foto de Tom quando jovem, enquanto o outro era uma tela em branco – que durante o show seria usada para projetar imagens. No melhor estilo Bossa Nova, Caetano e Roberto surgiram sentados em banquinhos e começaram a cantar Garota de Ipanema. Foram acompanhados com brilhantismo por suas respectivas bandas de apoio e por uma orquestra de cordas. Ao piano estava Daniel Jobim, neto de Tom. Comovida, a platéia de mais de 800 pessoas ficou em total silêncio, resistindo ao impulso de cantarolar os versos da música brasileira mais tocada de todos os tempos.

Na seqüência, Caetano e Roberto cantaram Wave. Em Águas de Março, Daniel Jobim assumiu os vocais. Depois disso, os dois astros se revezaram: Ela É Carioca, Inútil Paisagem, O que Tinha que Ser, e Por Toda Minha Vida foram interpretadas por Caetano, que se emocionou ao cantar Caminho de Pedra, canção menos conhecida de Tom. Ao final, Caetano disse que costumava ouvir essa música durante a infância e que, quando soube que poderia escolher o repertório, não teve dúvida em incluí-la.

Roberto Carlos interpretou Corcovado, Samba do Avião, Eu Sei que Vou Te Amar (incluindo o Soneto de Fidelidade, de Vinicius de Moraes), Por Causa de Você e Insensatez. Numa das pausas, o telão exibiu parte de um especial de TV de 1978 em que Roberto acompanhava Tom em Lígia (veja o vídeo abaixo). Enquanto as imagens estavam sendo projetadas, o Rei começou a cantar a mesma canção no auditório. Seguiu até o fim e, ao terminar, colocou aquele momento entre os mais emocionantes de sua carreira.

Caetano voltou ao palco e juntou-se a Roberto em A Felicidade, Tereza da Praia e Chega de Saudade. Para encerrar, os dois interpretaram Se Todos Fossem Iguais a Você, que não estava prevista no repertório oficial do show e soou como a homenagem particular dos dois a Tom. No bis, veio Chega de Saudade. Pela primeira vez na noite, a platéia rompeu o silêncio e cantou junto – talvez por querer participar ao máximo dos últimos minutos de um encontro que, àquela altura, já havia entrado para a história da MPB.

Mirela Mazzola é estagiária do viajeaqui e se segurou pra não cantar todas as músicas do show


Adicione esta página aos seus favoritos(5) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post

Bossa hi-tech sob o céu de Niemeyer

Direto de São Paulo - 19/08/2008

Foto: Vinicius de Moraes numa praia do Rio, em 1943, no filme Vinicius, de Miguel Faria Jr. (Divulgação)

A exposição Bossa na Oca, no Parque do Ibirapuera, é uma bela homenagem aos caras que revolucionaram a música e o jeito de pensar o Brasil. João Donato, um dos mestres, declarou não aguentar mais ouvir falar dos 50 anos da Bossa Nova. Ele só diz isso porque estava lá, porque participou da coisa toda. Já outras pessoas da minha geração que, como eu, vivem numa espécie de “anacronismo musical” querem ouvir falar mais e mais...

A mostra audivisual é repleta de mecanismos de útlima geração. Um exemplo são as seis janelas da Oca, projetada por Oscar Niemeyer, que servem como jukeboxes e exibem imagens com discos de Bossa Nova, e basta tocá-las que o calor das mãos faz com que a música correspondente ao álbum comece a tocar. Conchas acústicas fazem com que o áudio só seja ouvido por quem está diante das janelas.

Uma linha do tempo conta fatos que marcaram a época antes e depois do surgimento da Bossa. No subsolo, as areias e o calçadão de Copacabana são reproduzidos e grandes telões exibem curtas-metragens com cenas marcantes e depoimentos de artistas como Maria Bethânia e Ed Motta. O documentário Clarão, de Carlos Nader, mostra o impacto internacional da Bossa Nova, não só na música.

As influências que o gênero recebeu do jazz, do samba e da música clássica são lembradas. E, por que não, há espaço também para o silêncio; que está guardado numa pequena câmara isolada acusticamente.

Assim como o documentário Vou Te Contar, de Dora Jobim, trechos excluídos do belíssimo Vinicius, de Miguel Faria Jr., são projetados nas paredes da Oca. No segundo andar, um vídeo mostrando imagens do mar é projetado no teto da Oca e ao som de versões originais em vinil de canções da Bossa Nova.

Serviço:
Onde: Parque do Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Pavilhão 3
Data: 08/07 a 07/09
Horário: de terça a domingo, das 10h ás 21h
Preço: R$ 20 (terças gratuitas)
Informações: www.itau.com.br/bossanova

Por Mirela Mazzola


Adicione esta página aos seus favoritos(6) comentáriosLink permanente do postEnvie este post para um amigoImprima o post



Conheça: Guia Quatro Rodas | National Geographic Brasil | Viagem e Turismo
Expediente | Mapa do site | Política de privacidade | Anuncie | Faleaqui
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.
Site melhor visualizado em 1024x768