No Rio da Prata, você flutua nas águas transparentes, levado pela correnteza entre pedras, plantas e peixes coloridos. No Rio Sucuri, pode observar a nascente de perto - mas nada de mergulho, para não criar problemas à natureza. No Rio Formoso, há botes descendo as corredeiras e na Fazenda Boca do Onça pratica-se o rapel. Uma visita a Bonito é pouco, impossível conhecer tudo. Esse lugar especial, onde a visibilidade na água pode chegar a 60 metros, é de uma fragilidade imensa. Por isso, o acesso dos visitantes é controlado, numa cooperação entre o poder público, entidades ambientais e os donos das atrações (a maioria dos rios, cachoeiras e grutas dessa região do Mato Grosso do Sul está em fazendas particulares). Enfim, é um modelo internacional de sustentabilidade. Para o biólogo José Sabino, da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp), falta transparência é fora da água: "Tem empresário em Bonito permitindo mergulhos em nascente de rio, com grupos acima do limite de nove visitantes, espremidos em intervalos menores que os 30 minutos regularmentares entre um e outro", afirma ele. "Cumulativamente, é muito possível que tenhamos danos à biodiversidade num futuro próximo". O turista esperto, é claro, não mergulha mais na nascente.
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Por: Débora Menezes |
Foto: Leo Feltran
Matéria publicada em
Viagem e Turismo