QUANTO CUSTA
A maioria dos rios e cachoeiras está em propriedades privadas, por isso o turista precisa colocar a mão no bolso. As tarifas variam muito. Visitar o lago da Gruta Azul, por exemplo, é barato. O preço fica salgado quando o passeio inclui almoço e atividades aventureiras. Descer o Abismo Anhumas de rapel e mergulhar.
QUEM LEVA
A Ambiental (11/3819-4600, www.ambiental.tur.br), tem pacotes a partir de São Paulo, de quatro noites em hotel de categoria turística e passeios na região, como a flutuação no Rio da Prata. Se preferir o luxo do Zagaia Eco Resort (com meia-pensão), o pacote de sete dias com sete passeios incluídos (Boca da Onça, Buraco das Araras, Gruta São Miguel), na Freeway Adventures (11/5088-0999, www.freeway.tur.br). Pacote de sete dias em Bonito com passagem aérea, traslados, passeios na Gruta Azul, de bote, Aquário Natural e Estância Mimosa mais hospedagem (em apartamento duplo) na Pousada Águas de Bonito, com meia-pensão, na Cia. Nacional de Ecoturismo (11/5571 2525, www.ciaecoturismo.com.br).
TRANSPORTE
Ir a Bonito sozinho sai bem mais caro do que optar por um pacote. E é bem mais complicado. Mas, se ainda assim você preferir essa opção para encarar os 300 km que separam seu destino final do local de aterrissagem, alugue um carro numa das duas locadoras disponíveis no aeroporto de Campo Grande: Localiza, tel. 3363-1401, e Unidas, tel. 3368-6120, ou tome um ônibus na rodoviária da cidade. Somente a Viação Cruzeiro do Sul, tel. 3382-9170, faz esse trajeto.
QUANDO IR
Todo dia é dia pra visitar Bonito - a cidade mantém suas atrações em funcionamento o ano inteiro. Nos meses de cheia, de dezembro a março, os rios podem perder um pouco de sua transparência, mas, em compensação, as águas estão mais quentes e a fartura de alimentos faz os animais aparecem com mais freqüência. Se você for entre abril e junho, pegará a baixa temporada - e os preços muito mais camaradas.
QUANTO TEMPO
A Serra da Bodoquena oferece dezenas de passeios que fazem felizes desde a vovozinha até o neto aventureiro. Alguns, seja pela distância de Bonito, seja pela quantidade de atividades, consomem o dia inteiro. Por isso, cinco dias é o mínimo necessário pra dar um bom mergulho nas cachoeiras, uma flutuada com os peixes e gastar a sola do tênis em algumas trilhas. O ideal, para curtir tudo com calma, são sete dias.
O QUE LEVAR
Você não precisa parecer um daqueles jovens europeus no Nordeste brasileiro, carregando mochilas mais pesadas que um saco de farinha de 50 quilos. Alguns itens são suficientes para transformar sua incursão pela natureza em algo inesquecível mas não por ter sido uma sucessão de desastres.
Cantil
Água potável é vital para longos períodos no meio do verde. Ou das montanhas, areia, terra batida... E vai ser meio difícil encontrar por perto uma barraquinha que venda refrigerante gelado ou coquetel não alcoólico. Se você tiver espaço para carregar uma única na mochila, que seja a velha e boa insípida e incolor.
Barrinhas de cereais
Macacos, pica-paus e capivaras encontram facilmente comida no meio do mato. Você, não. Portanto, abasteça-se com algo bem energético e fácil de comer.
Protetor solar
Lembre-se: mormaço também queima. E vermelho só fica bem em tomate, pimentão e morango. Além disso, pele ardida não é uma boa companheira de viagem.
Repelente
Por motivos claros, incluindo a alergia a picadas, o repelente é um amigo muito querido em eco- situações. Não há nada mais chato do que deixar de apreciar a paisagem pra ficar se coçando.
Toalha
Seja para limpar o suor ou enxugar-se depois de um mergulho, ela é indispensável.
Muda de roupa limpa
Nem sempre São Pedro está de bom humor; por isso você pode pegar chuva, barro e intempéries variadas pelo caminho. Um short e uma camiseta extras vão livrá-lo de ficar o dia todo molhado, sujo e com frio.
Anti-séptico e curativo
Acidentes acontecem. Com freqüência. Principalmente longe do nosso hábitat usual. Adicione mais 100 gramas à sua bagagem e fique prevenido. Custa menos do que pegar uma infecção.
Boné
Insolação não é algo incomum. E é feito gripe: fácil, fácil de pegar e um horror pra tratar. Por isso, evite.
Papete
É o maior curinga de uma viagem eco: pode molhar, andar em pedra, terra e areia sem medo. E sem encher o tênis de barro.
Canivete
Se pintar uma fruta madura, daquelas que você nunca provou, um canivete vai ser muito bem-vindo.
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