QUEM LEVA
A Atlantic Connection Travel (11/3026-9292, www.africadosul.org) é especialista em África do Sul. Veja as operadoras que mais entendem do assunto: CVC (11/2123-7070, www.cvc.com.br); Designer Tours (11/2181-2900, www.designertours.com.br); Judy & Associates (11/5522-1146, www.judy.com.br); Kangaroo Tours (11/3066-0266, www.kangarootours.com.br); Nascimento Turismo (11/3156-9900, www.nascimento.com.br); New Age (11/3138-4888, www.newage.tur.br); Queensberry (11/3217-7200, www.queensberry.com.br); Raidho Turismo (11/3704-3111, www.raidho.com.br); STB (11/3038-1555, www.stb.com.br); Teresa Perez Tours (11/3365-4000, www.teresaperez.com.br).
INFORMAÇÕES TURÍSTICAS
Há Tourist Offices em todas as cidades. Acesse o site oficial de Turismo (www.southafrica.net) ou telefone para a Information Hotline (083/123-2345).
QUANDO IR
As estações são as mesmas do Brasil. Os invernos são moderados e os verões, quentes. O tempo é bom o ano todo, mas a melhor época para avistar animais selvagens é agosto, setembro e outubro. Nessa época, o risco de malária é mais baixo, a vegetação está mais esparsa e não faz muito calor, portanto os bichos se mexem e agrupam-se onde há água. Falando em água, os meses bons para mergulho são janeiro e fevereiro, mas é de junho a dezembro que podem ser observadas baleias. Informações sobre o tempo? No site www.weather.co.za. É sempre bom evitar as atrações mais populares em feriados como Natal e Páscoa, quando os sul-africanos estão de férias. São diversos os festivais ao longo do ano, a começar pelo Cape Minstrels Carnival, em 1o de janeiro, quando homens com roupas coloridas dançam e cantam pelas ruas da Cidade do Cabo. É justamente na mais carioca das cidades sul-africanas que a maioria dos festivais acontece.
QUANTO TEMPO
A África do Sul é grande (1 219 090 quilômetros quadrados) e tem muitas atrações - o que significa uma estada prolongada caso você queira ver muito. O tempo mínimo é de uma semana, que pode ser dividida entre a Cidade do Cabo e uma experiência de safári. Com duas semanas, vale passar mais tempo na Cidade do Cabo - com direito a visita ao desafiador Cabo da Boa Esperança - e esticar até Johannesburgo. O safári não pode ficar de fora. Com um pouco mais de tempo, pode-se conhecer, nas proximidades da Cidade do Cabo, os vinhedos para francês nenhum botar defeito e, um pouco mais adiante, a Rota Jardim, que circunda o mar, com vistas fantásticas. Com um mês, finalize a jornada com um trekking, uma semana surfando ou relaxando pelas praias, uma investida mais profunda em territórios de diferentes tribos...
TRANSPORTE
Seja qual for o meio de transporte, você não terá grandes problemas. Se o seu tempo é curto, vôos para longas distâncias são o ideal (depois você cobre de carro percursos menores). A South African Airways - SAA (www.saa.co.za) faz em 2 horas a ligação Johannesburgo-Cidade do Cabo, mas vale pesquisar ofertas nas companhias aéreas menores, como a Airlink (www.saairlink.co.za) e a Kulula (www.kulula.com). Antes de alugar um carro, não se esqueça de que os sul-africanos dirigem do lado oposto ao nosso, na mão inglesa - a atenção deve ser redobrada. A carteira brasileira habilita a dirigir no país pelo período de um mês, a contar do dia de entrada no país. Para períodos maiores, é necessário portar uma carteira internacional. O preço do aluguel de carros é bem mais barato do que aqui. As estradas são ótimas e o tráfego não é intenso. Grandes companhias, como a Budget (www.budget.co.za) e a Avis (www.avis.co.za), estão por toda parte. Os ônibus são confortáveis- veja a Greyhound (www.greyhound.co.za) e a Translux (www.translux.co.za). O BazBus (www.bazbus.com) é boa escolha para mochileiros: oferece mais rotas que outras empresas e passes que dão direito a várias paradas. E ainda há os trens: desde os luxuosos Blue Train e Rovos Rail a outros mais simples, em que viagens na terceira classe podem sair bem barato.
DINHEIRO
A moeda nacional é o rand (R). As notas vêm em R10, R20, R50, R100 e R200. A maioria dos bancos nasgrandes cidades oferece serviço de câmbio (funcionam de 9h às 15h30 e, aos sábados, de 8h30 às 11h). Cartões de crédito são bem aceitos. Como regral geral, garçons e motoristas esperam receber 15% de gorjeta sobre a despesa. Para os carregadores, R5 por mala está de bom tamanho. Nos hotéis, as camareiras devem receber cerca de R20 por dia. Guias turísticos recebem cerca de R50 por pessoa. Guias de safári costumam receber gorjetas mais gordas, entre R50 e R100 por dia.
LÍNGUA
A maior prova da diversidade sul-africana está no número de línguas oficiais: 11. Inglês é uma delas (mas a letra "r", principalmente, é bastante carregada - rrreally??), assim como o africâner, derivado do holandês. Os outros nove idiomas são tribais; não deixe de prestar atenção na pronúncia: ndebele, por exemplo, possui sons muito engraçados, como estalos. As línguas tribais são diferentes entre si, por isso mineiros inventaram o fanagalo.Repetições de palavras são freqüentes, como em very very good, hot hot, now now etc.
DOCUMENTOS
Brasileiros não precisam de visto para estadias de até 90 dias, mas devem apresentar o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela.
SAÚDE
São poucos os riscos de danos à saúde que se correm no país, ao menos como um turista. Para o povo local, a aids é ainda uma epidemia (aspectos culturais, assim como a insuficiência de preservativos, contribuem para o cenário). A água de torneira é potável em toda a África do Sul - chegou até a ganhar prêmios como uma das mais limpas do mundo. Já em áreas mais isoladas, durante trekkings ou safáris, é bom utilizar comprimidos purificadores. Se você visitar as reservas e os parques das províncias do norte, KwaZulu-Natal e Mpumalanga (o que inclui uma parte do Kruger Park), recomenda-se tomar remédio contra malária, que pode ser comprado em farmácias sul-africanas sem receita médica. Nas regiões do norte e do leste do país, pode existir o parasita da esquistossomose na água. Portanto, não nade em rios e lagos quando em áreas de risco. Os turistas são aconselhados a procurar um hospital particular em casos de emergência - eles estão entre os melhores do mundo, mas são caros. Normalmente, o pagamento deve ser feito em dinheiro. Não viaje sem um seguro de saúde que garanta o reembolso de despesas médicas fora do Brasil.
SEGURANÇA
A maior parte do país é segura, e as pessoas costumam ser calorosas. Mas, como em qualquer lugar, há áreas onde a criminalidade é um problema, como o centro de Johannesburgo e algumas áreas de Soweto. Os turistas são aconselhados a não freqüentar essas regiões sozinhos à noite. Use o bom senso, como se estivesse no Rio ou em São Paulo.
O QUE LEVAR
Para atividades esportivas e safáris, roupas confortáveis. O kit de luxo sugere calças e camisas beges (cores claras e que cubram o corpo todo são boas para prevenir picadas de mosquitos da malária), chapéus de cor neutra, botas de trekking, jaqueta à prova d'água, binóculos. Lanternas realmente são necessárias, e não custa ter à mão uma rede de proteção contra insetos. Deixe para comprar repelentes por lá - os brasileiros não fazem nem cócegas em mosquitos africanos. Os repelentes eficientes são os que contêm o componente DEET (que é tóxico, por isso use esses produtos com moderação). Nas cidades, os sul-africanos se vestem bem. Se fugir à regra, pode ser classificado como um TWOG (third world groupie), termo usado pela população branca ao referir-se a estrangeiros que viajam para países subdesenvolvidos e se misturam com a "ralé" e não com a "alta sociedade".
HOSPEDAGEM
Há grande variedade de acomodações, a começar pelos fantásticos e exclusivos lodges - conforto e luxo em meio às reservas naturais africanas. Para ter uma idéia, dê uma olhada no site www.classicsafaricamps.com. Mais artificial, mas não menos deslumbrante, é o Palace, em Sun City (www.suninternational.co.za), que clama ser o "primeiro seis estrelas do mundo". Ótimas opções de hotéis, pousadas e aluguel de casas e apartamentos estão em www.portfoliocollection.com, www.superiorchoices.com e www.getaways.co.za. Outra boa pedida é ficar em chalés dentro de fazendas (chamados de chalets, cabins ou cottages) - cheque www.farmstay.co.za. E, se você vai viajar com orçamento apertado: há albergues e campings bem equipados e superdescolados. Acesse os sites www.btsa.co.za, www.vipbackpackers.co.za e www.backinafrica.com.
GASTRONOMIA
A menos que você seja vegetariano, vale reservar um dia para jantar em um dos restaurantes do tipo game, verdadeiros safáris gastronômicos. Se a consciência pesar por estar comendo carne de girafa, zebra, avestruz, crocodilo, impala, lembre-se de que os conhecidos porcos, carneiros, vacas e frangos também estarão por lá. Alguns lugares dão certificado a quem comer a mais exótica das iguarias: a lagarta mopane, preparada de duas formas - frita, com tomates e cebolas, ou estorricada, provavelmente para que você não perceba o que está mastigando. O mais básico dos alimentos do sul da África é o milho, preparado como uma espécie de polenta sem gosto (pap). Parte da dieta diária, é servido com verduras e carnes. Também com pap se come braai, o supertradicional churrasco, que inclui steak, lingüiças picantes (boerewors), frango e o que estiver à mão. Churrasco de snoek, um tipo de peixe, é altamente apreciado. Mas nem só de cardápio animalesco o país se alimenta. Pelo contrário: há de tudo, e com qualidade. As influências malaia e indiana estão presentes: curries, temperos exóticos. Frutos do mar são frescos e saborosos; sobremesas têm influência européia. Quanto às bebidas, cervejas, sendo Castle a mais popular e barata; Amstel e Carlsberg têm sabor mais elaborado. Impossível, no entanto, deixar de fora duas das maiores especialidades sul-africanas: os cada vez mais reputados vinhos e o delicioso licor Amarula.
COMPRAS
O país vende de tudo: de diamantes a poções preparadas por feiticeiras. Vinhos e licor Amarula são compras obrigatórias. Muito interessantes os mercados de pulgas, como o do Market Theatre Flea, um dos mais tradicionais (sábados, das 9h às 16h, no Newtown Cultural Precinct, Bree Street, Johannesburgo). É possível comprar roupas coloridas, máscaras de ébano, instrumentos musicais, ovos de avestruz decorados e esculturas de girafas, elefantes e companhia. E não se esqueça de pechinchar sempre! São vários os shopping centers, e entre suas lojas destaca-se a Out of Africa (presente até no aeroporto de Johannesburgo), que vende todo tipo de artefato africano.
INTERNET
www.southafrica.net
www.getawaytoafrica.co.za
www.africanexplorer.co.za
www.mg.co.za
TELEFONE
O código telefônico internacional da África do Sul é 27. Ao ligar de fora para o país, o zero que antecede o código de área das cidades sul-africanas deve ser omitido. Para ligações de uma cidade para outra, o 0 deve permanecer. Para ligações internacionais a partir da África do Sul, deve-se discar 09 antes do código telefônico internacional. Códigos internos: Johannesburgo 011, Cidade do Cabo 021, Polícia: 10111 e Ambulâncias: 10177.
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