Panorâmica
Situada bem no coração da foz do Rio Amazonas, a Ilha de Marajó é a maior ilha fluviomarinha do mundo, com quase 50 mil quilômetros quadrados (o tamanho dos estados de Sergipe e Alagoas juntos). Ela é a extensão natural de uma visita à Belém. Para chegar lá é preciso pegar uma lancha até Soure, capital da ilha. A viagem dura duas horas e atravessa as baías do Guajará e do Marajó.
A ilha é um paraíso selvagem, uma extensa planície pontilhada de campos, matas, mangues e igarapés. O lado oriental, mais próximo da capital paraense, abriga boa parte dos vilarejos e das fazendas de criação de búfalos (a manada da ilha é a maior do país). É nessa região que vive a maioria dos 250 mil habitantes de Marajó.
Do outro lado da ilha, praticamente desabitado, os campos dão lugar a uma floresta úmida e abafada. Os búfalos são uma presença marcante na vida dos marajoaras tão forte quanto o carimbó e o lundu, danças de origem africana e indígena típicas do Pará. Os animais, que chegam a pesar meia tonelada, pastam livremente pelas ruas de Soure e Salvaterra e até servem como viatura para uma espécie de polícia montada. Servem também como táxi e, no Carnaval, puxam carroças equipadas com potentes caixas de som, numa curiosa mistura de carro de boi com trio elétrico. O curioso é que os búfalos chegaram à região por acidente, depois que um navio carregado dos animais, que seguia para a Guiana Francesa, encalhou na costa da ilha.
O essencial
- DDD:: 91
- Informações turísticas::
- Melhor época:: de janeiro a junho, quando chove quase todo final de tarde e os campos ficam inundados, a relva, viçosa e o clima, mais ameno
Dica do Viajante
“Aqui é o fim do mundo. Mas não trocaria Marajó por nenhum outro lugar no planeta”, Giovanni Gallo, diretor do Museu de Marajó