Panorâmica
Não, Johannesburgo não é a capital da África do Sul (nenhuma das três, aliás - a legislativa é a Cidade do Cabo, a administrativa é Pretória e a judicial é Bloemfontein). É, sim, a maior cidade do país, com quase 6 milhões de habitantes, e o ponto de chegada dos únicos vôos que partem do Brasil diretamente para lá. Antiga capital de ouro do mundo, isso sim (no século 19), Jo'Burg continua a fervilhar de vida e de cosmopolitismo. No esmagador centro econômico da África do Sul, onde nada é perto e as montanhas competem em altura com os arranha-céus, uma classe média negra faz nascer, na era pós-apartheid, seu próprio espaço cultural através de museus, restaurantes e clubes nas zonas mais descoladas da cidade, como Melville e Rosebank. Na Johannesburgo que cresceu a pulso pelas mãos de homens ambiciosos como Cecil Rhodes - o empresário que, em 1889, fundou a Câmara das Minas - sente-se o peso do concreto das grandes cidades, mas sente-se igualmente uma diversidade trazida por aqueles que ainda buscam aqui o sonho de uma vida melhor. A fama de cidade perigosa Jo'Burg rebate com atrações imperdíveis que a fazem merecer muito mais do que um par de horas na chegada ou na saída do país. Tome as medidas de segurança adequadas (nada muito diferente do que você faria se estivesse no Rio de Janeiro ou em São Paulo) e não vá embora sem antes conhecer o brilhante Apartheid Museum ou o bairro do Soweto. Prepare-se. Você vai mergulhar numa verdadeira aula de história tão chocante quanto imprescindível sobre uma das formas mais brutais e desumanas de racismo, o apartheid, que governou o país de 1948 a 1964.
O essencial
- DDD: 011
- Informações turísticas: www.southafrica.net, www.joburg.org.za
- Hora local: + 5h
- Melhor época: Dá para visitar o país o ano todo – as estações são bastante parecidas com as do Brasil. Se fazer um safári pelos arredores estiver nos seus planos, prefira ir entre agosto e outubro, quando a vegetação está mais rala e é mais fácil ver os animais.
- Chamadas a cobrar: 0800-990055 (Embratel)
- Transporte: De maneira geral, prefira sempre os táxis aos ônibus. E lembre-se: se for dirigir, a mão é inglesa.
Dica do Viajante