Foto: Menino brinca em fonte de água e luz na praça de Posadas.
Estou em um lugar chamado Posadas. Fica à beira de um grande rio. Numa província denominada Misiones. Do outro lado do rio a cidade chama-se Encarnación. Aqui é Argentina e do lado de lá, Paraguai. O rio é o Paraná. Hoje de manhã ainda estávamos no Brasil e atravessamos o rio Uruguai, cruzando numa balsa de Porto Xavier para San Javier.
Chegamos no aperto para tomar a última balsa da manhã, às 11:30, mas graças à gentileza da atendente da Receita Federal, que se prontificou na elaboração da listagem de equipamentos fotográficos, conseguimos embarcar. A próxima seria somente às 14:00. É muito frustrante perder ônibus, trem, balsa ou qualquer coisa que parte e nos deixa para trás.
Já comentei em post anterior sobre estradas e pontes, falando sobre o que elas unem e separam. É uma sensação engraçada, atravessar uma fronteira, sortear um rio e mudar o idioma, mudar a arquitetura, mudar a predominância de cultivos, as marcas presentes nos outdoors, enfim esses elementos básicos que ajudam a definir a identidade de um país.
O arroz com feijão desaparece e surge o bife de chorizo com papas fritas, o pão deixa de ser francês e se transforma em pan de miga. E no café da manhã, aqui chamado desayuno, são típicas as media-lunas, os famosos croissants franceses que encontramos em alguns locais no Brasil.
Quando chegamos, passava das três da tarde e o movimento nas ruas era escasso. Coisa da sesta, esse costume herdado dos espanhóis. Agora quase oito da noite, a praça e suas vertentes borbulham de transeuntes que agitam o comércio.
Passos
Hoje, excepcionalmente, os pés ficaram no HD externo descansando no hotel.
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