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Roberto Linsker

O dia-a-dia dos fotógrafos da National Geographic Brasil

Sobre este Blog

Roberto Linsker Roberto Linsker, fotógrafo e editor da Terra Virgem, está há 44 anos tentando entender o mundo através das imagens que o enraízam à geografia e revelam a sua essência. “Mar de Homens”, o seu mais recente trabalho autoral, documenta um Brasil essencial.

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Índios do Xingu

Roberto Linsker - 05/06/2009



Para mim, duas coisas no nosso país deveriam ser motivo de orgulho de todos os brasileiros: podermos ler o Grande Sertão Veredas na sua versão original e termos "ainda" populações indígenas e suas aldeias.

"Toda unanimidade é burra" poderia responder Nelson Rodrigues. Eu sei. Há controvérsias em ambos assuntos. Obviamente o que envolve índios é mais delicado, pois mexe com terra. Vocês devem lembrar da polêmica em torno do destino da Terra Indígena Raposa - Serra do Sol, em Roraima,que resultou na demorada decisão do STF. Pois é isso.





Desde Rondon, cujo lema "Morrer se preciso for, matar nunca" resume sua crença, passando pelos irmãos Villas-Boas, muita gente dedicou esforços incomensuráveis para entender e fazer entender o significado do "ser índio". Entre tantos, destaco a Escola Paulista de Medicina (EPM - Unifesp) que, em projeto coordenado pelo Dr. Roberto Baruzzi, iniciou na década de 1960 suas atividades de assistência à saúde no P.I. do Xingu.

Baruzzi se aposentou já faz alguns anos mas o legado continua. Hoje o Projeto Xingu-Unifesp está sob os cuidados do Dr. Douglas Rodrigues e da Dra. Sofia Mendonça.


Foto: o transporte das equipes e das vacinas é realizado maiormente por via fluvial.




Fotos: Tymaín Kayabi, auxiliar de enfermagem indígena formado pelo Projeto Xingu-Unifesp.

Em 2006 acompanhei junto com o jornalista Marcelo Macca a campanha de vacinação nas aldeias do Xingu. É o famoso e, por muitos temido, "cutuco", nome oficial da vacina na região. A palavra que parece ser da língua portuguesa tem a sua origem no tupi: kutúk, que significa "tocar com objeto pontudo".

A reportagem fez parte do livro Cuidados pela Vida, vol. 6. Os Últimos dias do Éden do fotógrafo Jesco von Puttkamer e Parque Indígena do Xingu, saúde, cultura e história são também publicações da Terra Virgem Editora que abordam a região do Xingu. Saiba mais sobre o Projeto Xingu.

Passos
Sempre gosto de, cuidadosamente, reconhecer o terreno onde piso. "Conversar" com ele. Semanalmente uma imagem sem legendas.

 

 


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cicero - muito lindo o trabalho de vcs parabens continue assim. - 12/10/2009 - 01:49

Patrícia - BOA TARDE,MINHA FILHA TEM 18 ANOS E É APIXONADA POR TRIBOS INDÍGENAS,GOSTARIA ENTÃO DE PRESENTEÁ-LA COM UM LINDO COLAR DE MIÇANGAS FEITO POR ÍNDIOS,AQUELES COLARES QUE DÃO VÁRIAS VOLTAS,ELA FICARIA MUITO EMOCIONADA E FELIZ.pOR FAVOR SE SABE COMO POSSO CONSEGUIR MANDE-ME UM E-MAIL.mUITO OBRIGADO. - 11/08/2009 - 15:57

marta - Boas noticias, e que a paz os acompanhe.Abracos do outro lado do mundo.''Bolivian Indians in historic step.Bolivia has become the first country in the history of South America to declare the right of indigenous people to govern themselves.The country's first indigenous president, Evo Morales, launched his so-called "indigenous autonomy" policy in the eastern lowlands.Peasant and indigenous communities will be entitled to vote for more autonomy in referendums next December.The provisions are contained in a constitution passed earlier this year.The new charter was bitterly opposed by Bolivia's traditional elite.On Sunday, the provisions allowing for indigenous autonomy were presented in a special event in the eastern region of Santa Cruz. '' - 02/08/2009 - 22:49

anto..m... silva - eu gostomuito da natureza de ver fotos imagens do amazonas emgeral do brasil portanto meus parabems e continui obrigado. - 02/08/2009 - 10:21

linsker - Elenilde, as imagens dos índios foram utilizadas para ilustrar o livro Cuidados pela Vida, para o qual foi autorizada a sua produção pela EPM e pelos próprios índios. O uso de imagens de índios é uma questão delicada. Entre em contato com a editora no email indicado e explicite a sua solicitação com o máximo detalhe possível para que possa ser analisada. Um abraço. - 21/07/2009 - 15:22

elenilde borges - Amei suas fotos, e será que vc pode me ceder algumas estou escrevendo um livro q fala somente dos contos,histórias e lendas indigenas. Preciso de vc! - 19/07/2009 - 19:04

indios - muito legal - 17/07/2009 - 16:31

linsker - Sabrina, adorei a imagem...entro e saio sem deixar vestígios... e tal como você ficou...fiquei eu agora refletindo sobre as tuas palavras... as frases curtas que dizem longamente sobre teu pensar e sentir.. acho que o que nos ativa é uma extensa cadeia ação-reação-ação-reação-ação-reação-ação-reação-ação, nada acontece sem a inspiração que o mundo respira para nós. Um bom tempo atrás um pescador me disse "se sei é porque andei com quem sabia"... uma constatação simples que muitas vezes encurta os caminhos e outras os alonga para felicidade do caminhante... mas você já sabia disso ...e entrava e saia sem fazer alarde... Continue passeando e quando quiser deixe alguns vestígios. - 30/06/2009 - 21:30

sabrina - Linsker, sou uma iniciante que percorre as estradas virtuais, em busca de me alimentar do conhecimento alheio, do olhar, do modo de viver o click...e não costumo deixar mensagens...entro e saio sem deixar vestígios...mas por mais de uma vez seu blog me faz refletir...no que ha de diferente no seu trabalho...normalmente vemos comentários técnicos, ou de pessoas que partilharam tal experiência...mas suas fotos fazem e trazem sentimentos mais profundos...comentários mais extensos...(como o meu, que normalmente inexiste) fazem com que se reflita...num simples blog...porque em outros momentos, estamos pré dispostos a refletir mesmo...mas aqui é um passeio...e se torna mais intenso...mais tocante...trabalho com fotografia a um ano mais ou menos...e o caminho é longo...talvez infinito...seu trabalho é o máximo!!! - 30/06/2009 - 11:05

linsker - Marta, a experiência de convívio numa aldeia é singular. Demora para se assumir o novo ritmo e ao retornar à cidade, demora-se ainda mais até reencontrar os antigos rumos. Mas humanos que somos, adaptamo-nos a qualquer nova realidade, com prazer ou dor. Tanto nós quanto eles. O que resta sedimentado nesse processo deve ser uma pitada de saudades, seja daquilo que se era e não se é mais, ou daquilo que nunca fomos mas como essencia herdamos. - 11/06/2009 - 15:13

marta - Ola Roberto,como a humanidade era toda 'india' nao faz muito tempo, todas as minorias nativas existentes no mundo, sao a meu ver, a nossa essencia como humanos ainda existente na terra.Dizes bem quanto aos brasileiros deverem se orgulhar de ainda existirem em sua terra.Quero fazer algo como artista, que possa ''trabalhar'' para que sua presenca na terra se fortaleca.Estou pensando...como.Aqui vai tambem um pequeno filme sobre o que e' o povo indigena de onde vivo, do japao,''indios'' Ainu.Hoje quase dissolvidos na sociedade...ou feitos atracoes turisticas, por todas as razoes iguais no resto do mundo, poder, dinheiro,desleixo, etc, acho.Somos um bicho estranho, dizimando nao so outras mas tambem sua propria rasssa...Linda esta sequencia de fotos, uma india olhando de cima como que Deus...na terra um indio olhando para nos, vendo estas foto, como que nos interrogando...onde resta teu coracao de indio? http://www.youtube.com/watch?v=endv3PVpXFg - 10/06/2009 - 22:12

linsker - Neusa, que bom ter estorias ouvidas de primeira mão. Essa simplicidade da qual tua mãe te falou ainda permeia o cotidiano nas aldeias em contraposição à complexidade da nossa sociedade urbana. Eu não conheci as aldéias há 40 anos portanto só posso fazer considerações atuais. Mas ainda hoje o convívio é um choque surpreendente, ao menos foi para mim, como imagino tenha sido para os teus pais. "Keep it simple" (busca da simplicidade) é paradoxalmente hoje a vontade de muitas empresas. Talvez uma percepção tardia dos excessos para os quais ninguem mais tem tempo. Menos é mais, definitivamente. Um abraço. - 10/06/2009 - 20:52

Neusa - Sim, a propósito, belíssimos flagrantes.Abraços,Neusa - 10/06/2009 - 17:13

Neusa - Olá Roberto, As histórias que conheço de povos indígenas foram contadas por minha mãe. Meu pai trabalhou na Funai e logo que se casaram, meus pais foram morar numa tribo na ilha do Bananal. O que ela me conta diz da inocência quase infantil e da ética simples e direta desse povo. Não sei como são hoje, quase 40 anos depois. Mas é essa a imagem romântica que guardo dos índios.Grande abraço,Neusa - 10/06/2009 - 17:04

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