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Roberto Linsker

O dia-a-dia dos fotógrafos da National Geographic Brasil

Sobre este Blog

Roberto Linsker Roberto Linsker, fotógrafo e editor da Terra Virgem, está há 44 anos tentando entender o mundo através das imagens que o enraízam à geografia e revelam a sua essência. “Mar de Homens”, o seu mais recente trabalho autoral, documenta um Brasil essencial.

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Jornadas no Oriente - parte III

Roberto Linsker - 26/10/2009





Continuo em Tóquio, percorrendo bairros e ruas que parecem não ter fim. Os trens não param nunca, tampouco se atrasam. Não sei que horas a cidade acorda, começo a suspeitar que nunca dorme. Outro dia cruzei no elevador um dos moradores deste bloco de apartamentos no qual me hospedo, eram oito horas da manhã, eu voltava de comprar qualquer coisa para o café-da-manhã  e ele retornava, terno e pasta de executivo, imagino que do trabalho, imagino que para dormir.





Entrar em um supermercado é um atraente perigo, pode se passar horas tentando decifrar o que as embalagens claramente explicitam, em japonês, e no final arriscar levar algo que poderá não ser nem de longe aquilo que você acreditava pudesse ser.  Anteontem comprei uma verdura que era o que mais se parecia com espinafre, mas claro que não era, o talo era muito grosso. Enquanto refogava a tal verdura, fui acometido por um pensamento quase tétrico: e se essa verdura fosse que nem a mandioca brava que precisa ser cozida durante horas a fio para liberar as suas toxinas? Felizmente a minha curiosidade foi mais forte que os temores. E como dois dias já se passaram e, estou escrevendo este post, deverei sobreviver.


 




Gosto de experimentar novidades. Encontrei expostos na seção de peixes, alguns pedaços, que acreditei, fossem de alguma espécie de carne branca, com o detalhe de estarem escarificados transversal e perpendicularmente. Numa bandeja havia alguns temperados com alguma pasta de pimenta e noutra com ervas frescas. Comprei um de cada. Chegando na cozinha rapidamente fui ver de que se tratava, joguei na frigideira para selar e qual não foi a minha surpresa ao constatar que parecia imune ao fogo, ou seja queimava mas parecia não cozinhar por dentro, não aumentava nem diminuía de tamanho. Mesmo assim experimentei. Não consegui identificar. A textura parecia de polvo e o sabor relembrava vagamente nuanças de algum ser do mar.

Passos
Sempre gosto de cuidadosamente reconhecer o terreno que piso. "Conversar" com ele. Semanalmente uma imagem sem legendas.

 


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marta - Roberto,ola, hoje estava comprando no supermercado e me lembrei de ti e tuas aventuras no supermercado no Japao, pois comprava o que me pareceu teres experimentado por espinafres....sera que foi KOMATSUNA?....espero que sim..riquiiiiisiiimo em calcio, so te pode ter feito bem!Mando uma foto pra teu email para verificares, ja que por aqui nao da...mas vai a explicacao...Beijos e bons cozinhados......Komatsuna (Brassica rapa var. perviridis or var. komatsuna, ¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿) is a type of leaf vegetable. It is a variant of the same species as the common turnip. It is grown in Japan, Taiwan and Korea. It is also known as Japanese Mustard Spinach and can be stir-fried, pickled, boiled and added to soups or used fresh in salads. It is an excellent source of calcium. It is also used for fodder in some Asian countries. The leaves of komatsuna can be eaten at any stage of growth. In a mature plant they are dark green with slender light green stalks, around 30 cm long and 18 cm wide. It is most often grown in the spring and autumn, as it cannot endure extreme heat or cold for more than a short time. - 13/11/2009 - 08:00

linsker - Yasmin, que bom que você veio.quando a lingua deixa de te distrair pois vc não entende, restam as imagens. e a possibilidade de entendimento nelas fica. beijos e quem sabe nos vemos no final do ano. - 12/11/2009 - 15:18

yasmin felippi - JAPAO - ADOREI SEUS COMENTARIOS GASTRONOMICOS, E DEVE SER BEM INTERESSANTE, NESTA ALTURA DA VIDA, OLHAR PARA OS LADOS, NAO COMPREENDER ABSOLUTAMENTE NADA, SER NOVAMENTE ANALFABETO, E CHEIO DE SEDE PARA ENTENDER TUDO... UMA VIAGEM CEGA E ESCLARECEDORA.. VOU CONTINUAR TE SEGUINDO, BJOS YASMIN - 09/11/2009 - 21:04

linsker - Miauí e Viviane, as jornadas no Oriente acabaram, mas outras em outros locais continuam nos posts semanais. Sintam-se em casa e comentem sempre. abraços. - 08/11/2009 - 22:31

linsker - Denys, agradeço a gentileza. Manaus é uma cidade que tem uma surpreendente conformação urbana e social. Sempre tive vontade de aprofundar nas suas histórias além do visivel. Mas essa é função principalmente para quem mora nela. Um dia gostarei de ver. abraço. - 08/11/2009 - 22:27

linsker - Luciana, a aranha é uma escultura de Louise Bourgeois, em São Paulo há uma de tamanho menor no MAM do Ibirapuera. Ja que você perguntou, posso lhe dizer que ela está lá fincada em Roppongi Hills onde fica o Museu MORI. Para mim ela trouxe à mente a escala comparativa entre as duas cidades, fato ineludivel quando se conhece outras paragens. Sobre a rosa, não entendi. - 05/11/2009 - 15:32

Luciana - A aranha e a rosa gigante de Tóquio tem algum significado específico?? - 05/11/2009 - 12:43

denys - Caminho pela mesma linha de blog, buscando retratar a minha Manaus. Parabéns pelo trabalho que é uma referência. - 27/10/2009 - 21:24

Viviane - Estou gostando muito destas jornadas no oriente, pois eu n¿o tive a oportunidade de viajar para o Jap¿o. Assim, pude conhecer um pouquinho sobre este pa¿s, e as poss¿veis dificuldades que poderia encontrar caso viajasse...al¿m disso estou adorando as fotos! Muito boas! - 26/10/2009 - 18:18

Miauí - Primeira vez que venho aqui.Adorei as fotos... tenho descendencia oriental, mas nunca visitei minhas raízes... belíssimas fotos, me fez sentir mais perto :)Vou visitar os outros posts.Parabéns! - 26/10/2009 - 15:45

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