
Eu não conhecia Vitória, capital do Espírito Santo, e acho que é temerário dizer que conheci pois foi muito fugaz a passagem pela sua geografia. E como os motivos não eram propriamente fotográficos, os tempos eram outros. Mas é praticamente impossível/impensável viajar sem carregar no mínimo uma câmera fotográfica (esta discussão rola no blog do colega Candisani).

Toda cidade concentra momentos surpreendentes - algumas mais e outras menos - resultantes do encontro proposital entre o homem e a paisagem. Arquitetura e urbanismo são para mim, que sou formado em geologia, o diálogo que a humanidade estabeleceu para conviver nesses ambientes. Quanto mais afinado e respeitoso, menos ruído, mais equilíbrio. 
No início desta tarde voei de Vitoria para Salvador, onde inicia-se hoje a 5ª edição do Festival A Gosto da Fotografia, que traz para o público diversos eventos onde a imagem é o foco central. E cá estou eu, acompanhando o lançamento do livro Pierre Verger, fotografias para não esquecer, do qual já falei no post "Será que uma imagem vale mais do que mil palavras?". Acontece hoje no Palacete das Artes Rodin Bahia juntamente à exposição À procura de um olhar - Fotógrafos franceses e brasileiros revelam o Brasil, que ficará até 30 de agosto. Para quem não viu na Pinacoteca em São Paulo, eis a chance de conferir esta belíssima exposição com curadoria de Diógenes Moura.
EXTRA Foi lançado em 23 de julho de 2009, com discurso do nosso presidente Lula, a proposta para criação do Vale Cultura. Inseri a opinião expressa por ele sobre livros de fotografia. Veja neste blog na seção de comentários do post "Perfumes, fotografia e livros".
Passos
Sempre gosto de, cuidadosamente, reconhecer o terreno onde piso. "Conversar" com ele. Semanalmente uma imagem sem legendas.
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