O que a Anac quer
Outros voos nacionais no Santos Dumont e maior competição entre as empresas.
O que governador do Rio não quer
Que o Tom Jobim esvazie. Afinal, quem é que vai querer pousar a 25 km do centro se pode pousar bem no meio dele? Para o governador não só os passageiros sumiriam, como também os investidores que poderiam bancar a modernização (e possível privatização) do Galeão - o que ajudaria a cidade na disputa pela sede das Olimpíadas 2016. Sérgio Cabral culpa a companhia Azul pela confusão. De fato, a empresa deixou claro seu interesse no Santos Dumont desde o início de suas operações em dezembro. E em 19 de março conseguiu o que queria: anunciou os voos de Campinas para o Santos Dumont, com tarifas promocionais desde R$ 39. A ideia é que até 16 de abril, a empresa tenha 14 voos diários na rota.
Quem está certo?
"As duas visões estão corretas", diz André Coelho, coordenador de projeto do Núcleo de Turismo da Fundação Getúlio Vargas. "A Anac quer a diminuição dos preços das passagens (o que aconteceria com o aumento da competição entre mais companhias)", diz ele. Já o governador do Estado tem uma visão estritamente política. "Ele quer atrair mais investimentos para o Rio."
SANTOS DUMONT
Ponte Aérea R$ 159
Estrutura Matar o tempo é difícil - mal dá para encontrar uma boa refeição
Para sair de lá Ir até a até a Zona Sul (a 10 km) custa, em média, R$ 30 de táxi. Ou você pode pegar um ônibus de linha
ANTONIO CARLOS JOBIM
Ponte Aérea R$ 99
Estrutura 91 lojas, restaurantes e até consultório odontológico
Para sair de lá Para chegar à Zona Sul (a 25 km) você vai passar pela Linha Vermelha, margeada por 18 favelas. Um táxi custa, em média, R$ 80, e o ônibus Frescão que te leva por R$ 7.
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