Beleza não é tudo
As cachoeiras foram classificadas pela beleza e acessibilidade
***** Vale a viagem ### Difícil acesso
**** Não deixe de ir ## Dificuldade média
*** Muito interessante # Fácil de chegar
Cachoeira do Buracão, Chapada Diamantina, BA
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Ela está no mundo encantado das cachoeiras, a Chapada Diamantina. Mas, mesmo assim, ninguém conhecia. Em 2001, um grupo de quatro mulheres - depois de já terem se deitado no mirante para ver a Cachoeira da Fumaça, com 380 metros de altura - topou ir de Lençóis à inóspita Ibicoara, no extremo sul. Não devem ter se arrependido: como turistas, elas "descobriram" o Buracão - o cânion de rochas folhadas que você vê na página ao lado. Lá dentro, água e pedras viram uma coisa só. O banho é vigoroso, o vento é forte e o barulho da água, ensurdecedor. O Buracão virou programa dos mais cobiçados. Os turistas, como em 2001, vão cada vez mais longe.
O caminho das pedras Lençóis está a seis horas de carro (394 km pela BR-324 até Feira de Santana, BR-116 até o Rio Paraguaçu e, depois, pela BR-242) saindo de Salvador. Desde este mês, a Trip (voetrip.com.br) facilita a vida voando para lá partindo da capital baiana, desde R$ 199. Ibicoara está a quatro horas e meia de carro de Lençóis. De lá são mais 28 km de estrada de terra e, depois, uma hora de caminhada até o Buracão. A Venturas e Aventuras (11/3872-0362, venturaseaventuras.com.br) tem filial em Lençóis e organiza passeios para lá.
Cataratas do Iguaçu, Foz do Iguaçu, PR
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Eis o nosso Niágara, a nossa Vitória, o salto mais poderoso que um rio brasileiro já fez. Quase 70% do paredão de águas torrenciais (275 quedas de 60 metros de altura), no entanto, fica do lado argentino, o país que faz fronteira ali. Este ano, Iguaçu - Iguazú, para eles - disputa uma vaga entre as Sete Novas Maravilhas da Natureza, concurso organizado pela mesma fundação suíça que, em 2007, elegeu o Cristo Redentor uma Nova Maravilha. Das passarelas do parque brasileiro ou argentino, você vê as quedas quase dentro d'água. Também dá para ver de cima, de helicóptero (45/3529-7474; R$ 2 200, para quatro pessoas); por baixo, no passeio de bote Macuco Safári (45/3529-6262; R$ 169); e do quarto do Hotel das Cataratas (45/2102-7000, hoteldascataratas.com.br, diárias desde R$ 470), que está sendo recauchutado pela mesma rede do Copacabana Palace, a Orient Express.
O caminho das pedras De Curitiba, são sete horas (645 km pela BR-277) até Foz. Prepare o bolso. Há nove pedágios (ida e volta) até lá. Dentro do parque, ônibus de dois andares levam às passarelas.
Cachoeiras do Vale do Alcantilado, Visconde de Mauá, RJ
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Maromba é hippie até o último duende de durepóxi. E tem cachoeiras famosas desde a década de 1970, como a do Escorrega, com um grande tobogã de pedra (nos fins de semana e feriados de verão, ela e as tantas outras ficam superlotadas). Maringá, por sua vez, é mais chique. Com um pé em Minas e outro no Rio, ela é a vila dos bons restaurantes, como o Rosmarinus (24/3387-1550; 19h/22h, dom 13h/18h; fecha ter), com duas estrelas no Guia Quatro Rodas Brasil 2009. E de cachoeiras graciosas e menos frequentadas, como as do Vale do Alcantilado. A caminhada de uma hora leva a nove cascatas. O banho é no começo da trilha. Depois, elas só podem ser vistas de longe. Tudo bem: a água é branquinha, mas a temperatura é fria que dói. Aproveite que está no caminho e conheça o Museu Duas Rodas, com acervo de motos e bicicletas antigas.
O caminho das pedras Maringá fica entre Maromba e Mauá, a três horas (202 km pela Dutra e, desde Penedo, por uma estradinha sinuosa) do Rio de Janeiro. Para o Alcantilado, são mais 4 quilômetros. A entrada custa R$ 5 por pessoa. A trilha é auto guiada.
Vale do Rio Macaco, Chapada dos Veadeiros, GO
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Dá trabalho chegar a esta cachoeira a leste do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, conhecido por outras grandes quedas como os saltos 1 e 2 do Rio Preto e pelo cânion onde deságuam as Carioquinhas. E é justo o isolamento seu maior trunfo: a água do Rio Macacos escorre em quedas de até 100 metros de altura (boas para rapel) e cai em um poção... deserto. Esparramados nas pedras lisas do lugar, eventuais discípulos do mestre indiano Osho, moradores de Alto Paraíso, fazem naturismo. Para quem quer voltar sem a marca do biquíni, taí o lugar.
O caminho das pedras Baseada em Alto Paraíso, a três horas de Brasília (229 km pela BR-020 para Sobradinho e, depois, pela GO-118), a agência Travessia (62/3446-1595, travessia.tur.br) organiza passeios ao vale. De jipe: são 37 km de estrada de terra até lá. A trilha para a cachoeira é dificultada por trechos íngremes e pedras.
Cachoeira do Lajeado, Itararé, SP
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Graças à popularização do canionismo (exploração de um cânion usando técnicas como o rapel), muitas cachoeiras foram descobertas no Brasil. Por algum trocado, locais levam os aventureiros pelo cânion Jaguaricatu até a Cachoeira do Lajeado Grande, com bom poço e ótima queda para rapel. A Corisco, a 35 km dali, é ainda mais bonita: sua queda atinge 100 metros de altura e também é usada para a prática de esportes radicais. Com disposição, dá para conhecer as duas.
O caminho das pedras Itararé fica entre São Paulo (338 km, pela Castelo Branco até Capão Bonito e, depois, pela SP-258) e Curitiba (277 km). Lajeado está a 40 km da cidade (28 km em estrada de terra). A Associação dos Monitores Ambientais de Itararé (15/3531-4329, R$ 70 a diária) reúne os guias.
Cachoeira do Veloso, Ilhabela, SP
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A família é grande. Veloso, propriamente dita, é a primeira de outras duas cachoeiras do mesmo rio. É, também, nome da praia que dá acesso à trilha. Na primeira, há ducha para massagem nas costas. Para as outras, a caminhada é puxada. Da praia, os aventureiros e surfi stas seguem para a praia do Bonete, onde estão as "cabanas confortáveis" da Canto Bravo (12/3896-5111, cantobravo.com.br, diárias desde R$ 136). Na trilha de quatro horas, outra cachoeira: a da Laje, com tobogã de pedras.
O caminho das pedras Para não pegar fila na balsa de Ilhabela (13/3358-2743), agende o horário. Para chegar a Veloso, siga para o sul da ilha. A trilha para a Veloso dura 40 minutos. Para as outras duas, a caminhada leva o mesmo tempo mas é íngreme.
Cascata do Caracol, Canela, RS
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De cascata, ela só tem o nome. A queda vertical de 131 metros de altura cai drasticamente do rio depois de muitas curvas - daí o nome - e pode ser vista do alto por um elevador panorâmico (R$ 6). O entorno é típico da Serra Gaúcha: um bosque de araucárias e pinheiros habitados por gralhas azuis. Na estrada de acesso, a romântica Pousada Solar Don Ramón (54/3282 3306, donramon.com.br, diárias desde R$ 179) garante boa estada. Tem suítes com dossel e cortinas esvoaçantes e serviço de massagem, ofurô e mordomo: mimos mais que bem-vindos, depois dos 750 degraus até a base da Cascata do Caracol.
O caminho das pedras De Porto Alegre, são apenas 141 km (prefira a RS-020, que tem menos tráfego do que a BR-116) até Canela. O Parque está a 9 km da cidade. A entrada custa R$ 8.
Cachoeira dos Garcia, Aiuruoca, MG
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A queda de 30 metros acaba num grande poço. O acesso por estrada de terra é impraticável na chuva. Se for o caso, mude a rota para o Vale do Matutu, onde uma comunidade organiza passeios a cavalo e vende produtos integrais. Se sua praia for zen, hospede-se por lá mesmo, na Pousada do Matutu (35/3332-3165, pousadadomatutu.com.br; diárias desde R$ 80).
O caminho das pedras Aiuruoca está no sul de Minas (348 km do Rio de Janeiro pela Dutra). Para chegar à cachoeira, você vai precisar de guia (35/3344-1601; R$ 10 por pessoa) e carro: a estrada é a mesma que vai ao Pico do Papagaio. A caminhada até a Garcia é fácil, de 20 minutos, e pode ser estendida até a Esperança.
Cachoeira de Santo Izidro, Serra da Bocaina, SP
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Ela está encravada num dos mais bonitos parques nacionais do Sudeste, para o qual, curiosamente, os paulistas não costumam dar bola. Estão perdendo: a queda selvagem e gelada é sonho de consumo de qualquer ecoturista. Despenca a 200 metros de altura, no fim de uma trilha difícil de quatro horas pela Mata Atlântica. Quem continua pela Trilha do Ouro conhece a Cachoeira do Veado, belíssima, e desce a serra. Três dias depois, está em Mambucaba, perto de Parati.
O caminho das pedras A cidade-base para o parque é São José do Barreiro (271 km de São Paulo pela Dutra). Para fazer a Trilha do Ouro, o Zé Milton, da agência MW Trekking (12/3117-1120, mwtrekking.com.br), é o cara.
Casca D´anta, Serra da Canastra, MG
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Guimarães Rosa, que admirava os grandes rios e sonhava em, um dia, ser jacaré no São Francisco, dizia que eles, os grandes rios, são "profundos como a alma dos homens". Ao mergulhar no poço da Casca D'Anta - a primeira e maior queda do rio que nasce a 14 quilômetros dali -, dá para entender o que ele quis dizer. A piscina natural, escura e misteriosa, recebe a força da queda abrupta de 186 metros de altura (o equivalente a um prédio de 60 andares). A cachoeira também pode ser vista do alto, mas, desse ângulo, não em todo seu esplendor.
O caminho das pedras A Canastra está a 4 horas de Belo Horizonte (328 km pela MG-050). São José do Barreiro dá acesso à parte baixa. De São Roque de Minas ou a trilha difícil desde a base - guias no Parque Nacional (37/3433-1310) - chega-se ao topo.
Cachoeira de São Francisco, Prudentópolis, PR
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A pequena cidade é fruto da imigração ucraniana - aqui loiros comem pastéis varenikes, pintam ovos de cerâmica e andam de bicicleta. A cachoeira, com 200 metros de altura, é uma das quedas mais altas do sul do país. Há outras por aqui. As de São Sebastião e do Mlot são uma curiosa formação de dois saltos caudalosos que correm espelhados, um em frente ao outro, dividindo o mesmo poço para banho. Não espere estrutura: o hotel Ózera (42/3446-5316, ozera.com.br; diárias desde R$ 145) é o melhorzinho.
O caminho das pedras Da cidade a 3 horas de Curitiba (204 km pela BR-277) até o alto da Cachoeira São Franciso , são 55 quiômetros de estrada de terra casca grossa. A caminhada até lá leva 10 minutos. Para São Sebastião e Mlot, a trilha é íngreme, de 40 minutos.
Cascatas do Rio Mimoso, Bonito, MS
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Bonito é famoso por rios piscosos, como o da Prata, e pela incrível gruta de lago azul. Mas também tem cachoeiras - e elas têm águas tão impressionantes quanto as outras duas atrações. A Boca da Onça é a mais alta, com 156 metros e 866 degraus até o topo (dá pra descer de rapel). Mas as cascatas do Rio Mimoso, com sete banhos diferentes e almoço farto, ganham em gostosura.
O caminho das pedras Bonito está a 4 horas (312 km pela BR-060) de Campo Grande. A partir deste mês, a Trip (voetrip.com.br) voa para lá, desde R$ 169. O passeio a Estância Mimosa (R$ 63 com almoço) só pode ser feito via agências de turismo locais, como a Ygarapé Tour (67/3255-1733, ygarape.com.br)
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