A mulher brasileira tem uma magia, uma coisa forte que é só dela. Existem estrangeiras muito lindas, mas quem é daqui tem um olhar, uma forma de chegar - e de deixar a gente chegar - que é só nossa. E o cheiro, ah!, o cheiro. Não é à toa que os gringos ficam malucos. Toda vez que converso com meus amigos no exterior, eles perguntam: "Como vão as mulheres do seu país?" Respondo: "Continuam maravilhosas, cheirosas, gostosas".
No Brasil, você encontra mulheres bonitas o tempo todo. O melhor lugar para vê-las é no Rio, na praia, onde a sensualidade é mais evidente. Estonteante. Se você vai à Barra da Tijuca, é uma loucura, as mulheres são todas lindas. Em Ipanema, Copacabana... Agora, se preferir um ambiente urbano, vá aos restaurantes e às casas noturnas de Belo Horizonte numa sexta-feira. É surpreendente a quantidade de mulheres bonitas. As mineiras levam vantagem, já que têm uma sensualidade diferente - como elas se cobrem muito, tudo fica mais misterioso. As gaúchas também são assim, só muda o jeito de falar. E as catarinenses são lindas, adoro as mulheres do Sul. Hoje sou casado com uma mineira, mas já namorei gaúcha, paulista, cearense, baiana. Para mim, a Juliana Paes é a imagem perfeita da mulher brasileira. É morena, com um cabelo meio liso, meio encaracolado. Os olhos são amendoados. E tem uma coisa meio índia. Essa mistura enlouquece os homens. (Nota da redação: durante a entrevista, podiam ser ouvidos, bem ao longe, os versos: "Eu quero me enrolar / Nos teus cabelos / Abraçar teu corpo inteiro / Morrer de amor / De amor me perder / Eu quero, eu quero...")
* Em depoimento a Marisa Adán Gil
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