O que mais me impressiona no Brasil é a variedade de suas praias. Das areias badaladas de Florianópolis até as ilhas escondidas do Rio Negro, na Amazônia, você encontra uma infinidade de tipos: praias de dunas, de falésias, de areia vulcânica, com piscinas naturais, que combinam mar e rio etc. Talvez o aspecto mais curioso dessa variedade seja que, em qualquer região do país, é possível encontrar lugares ainda intocados: você pega aquela trilha escondida e, pronto, lá está uma praia praticamente deserta.
Vamos supor que o viajante tenha vindo ao Rio, por exemplo. É claro que ele não vai deixar de visitar Ipanema. Mas, se quiser uma experiência diferente, basta ir até Grumari ou Prainha, num dia de semana, fora da alta temporada: ele vai achar que não está mais no Rio. Em Florianópolis, se o turista deixar as áreas badaladas e for mais para o sul, vai encontrar praias praticamente vazias, como Campeche. Outro lugar com essa característica é Ilhabela. De um lado, você tem uma orla sofi sticada com hotéis, restaurantes, agito. Do outro, uma praia como Bonete, aonde só se chega de barco ou a pé. Dá para passar a tarde nesse recanto escondido e depois voltar para a sua pousada de charme. Outra coisa que só encontrei por aqui: mesmo nas praias quase desertas, você quase sempre vê uma barraca que tem uma comidinha ótima, serve um drinque diferente. É acolhedor.
O que ainda falta para o Brasil é estrutura. O turista interessado em conhecer praias desertas, por exemplo, vai ter grande dificuldade em se deslocar. Contratar transporte privativo é caro; pegar um ônibus é complicado, já que ninguém fala inglês, muito menos num vilarejo no Ceará. O viajante pode alugar um carro - mas, se quiser pegar um veículo numa cidade e deixar em outra, vai ter problemas. Em países como a Costa Rica, existe uma estrutura montada: o turista aluga o carro e ainda leva um roteiro com indicações, mapa, telefone para ligar. No Brasil, isso não existe.
Viajantes com pouca experiência ainda têm medo de vir ao país. Medo de pegar uma doença, de ser assaltados. Mas, depois que chegam aqui e ficam à vontade, percebem que não é tão perigoso assim - fora das grandes cidades, o Brasil é bem tranquilo. Já conversei com muitos turistas e não conheço ninguém que tenha ficado desapontado. Ao contrário, querem sempre repetir a dose.
* Em depoimento a Marisa Adán Gil
Conheça:
Guia Quatro Rodas
| National Geographic Brasil
| Viagem e Turismo
Expediente
| Mapa do site
| Política de privacidade
| Anuncie
| Faleaqui
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.
Site melhor visualizado em 1024x768