Em geral, a África do Sul não é cara. Mas a ineficiência do transporte público encarece a viagem - daí a adoração dos mochileiros pelo Baz Bus (bazbus.com), ônibus que atravessa o país passando na porta dos melhores albergues. Você compra o passe (desde US$ 138, para sete dias) e faz quantas paradas quiser. Uma das rotas passa perto do Kruger Park (krugerpark.co.za), a maior e mais famosa reserva. Um roteiro da Baz com a passagem entre Johannesburgo e Cape Town, quatro dias de safári e quatro tours em cidades do caminho custa 1 100 dólares. Por conta, espere pagar 20 dólares de taxa de preservação do parque; e 80 por dia nos camps mais famosos (deles saem grupos organizados de wildlife drives). Se não se sentir segura em mochilar, considere comprar um pacote. Na Taks Tour (11/2821-8800, takstour.com.br), sete noites com safári e guia que fala português incluídos saem desde 1 572 dólares, já com a passagem aérea. No especial ÁFRICA DO SUL, que acaba de chegar às bancas, tem outras dicas para você.
"É uma boa viajar para Nova Orleans? Não tenho a menor ideia de como está a cidade depois da destruição." — Gisele Lorenzetti, São Paulo, SP
Acho interessante, Gisele. Já faz quatro anos que os ventos do Katrina passaram por lá. A cidade continua em reconstrução (especialmente nas áreas rurais), mas os turistas já voltaram. Em 2008, a cidade recebeu 7,6 milhões de visitantes (o pico, em 2004, foi de 10 milhões). As marcas, no entanto, não foram apagadas: agências locais, como a Gray Line (1-504/569-1401, graylineneworleans.com), agora fazem tours concorridos pelas áreas atingidas pelo furacão. Eu ia preferir fazer passeios pelo Rio Mississippi; jantar a ótima comida créole; tomar um drinque no bar Sazerac, que reabriu em julho dentro do lendário The Roosevelt (therooseveltneworleans.com); e conhecer o French Quartier, quarteirão que concentra antiquários, lojas de jazz e músicos que se apresentam ao ar livre.
"Quero viajar com meus pais para a Europa. Minha mãe tem prótese no quadril e não consegue ficar em pé por muito tempo. É possível solicitar cadeira de rodas em aeroportos e museus? Como devo proceder?" — Carla Pereira, Santos, SP
Todas as companhias aéreas têm serviço de apoio à locomoção, Carla. Não é necessário reservar nem existe custo adicional pelo uso do equipamento. Mas é importante avisar, no ato da reserva, a necessidade da cadeira de rodas em todos os aeroportos (incluindo conexões, que vocês devem evitar). A Europa já conseguiu grande progresso para turistas deficientes. Em Londres, por exemplo, há 48 estações de metrô acessíveis e cadeiras para empréstimo até na roda-gigante London Eye mediante depósito-caução de £ 350). Rodar em Paris é mais desafiador: os táxis são caros, e as estações de metrô, inacessíveis. Em compensação, há cadeiras para empréstimo no Louvre (com entrada triunfal pela pirâmide) e no Museu d'Orsay e carrinhos elétricos no Palácio de Versalhes. (Na Torre Eiffel, por outro lado, cadeirantes só chegam até o 20 piso.) Em Roma, o Vaticano tem cadeiras que podem ser reservadas (39-06/6988-3860). Para organizar a sua viagem, o melhor é consultar a seção Disabled Visitors nos sites dos museus que vocês querem visitar. No site globalaccessnews.com, você encontra bons relatórios de pessoas com deficiência que visitaram toda a Europa. Andrea Schwartz, autora do guia Brasil para Todos (brasilparatodos.com.br), lembra que as companhias aéreas exigem que o solicitante da cadeira de rodas chegue no mínimo 2h30 antes do embarque.
"Pretendo viajar para Turquia com minha irmã e pegar uma excursão para a Capadócia. Vale a pena? Estamos acostumadas a viajar sozinhas." — Ligia Ferreira Leão, Vitória, ES
Vale a pena, e como nunca: há novos voos diretos para Istambul desde 800 dólares! A capital do país tem lindas construções bizantinas, museus contemporâneos, como o Istambul Modern, e uma programação animada de festivais no verão. Dali para a Capadócia são 700 quilômetros em direção ao centro do país. Um roteiro de um dia, com passagem aérea e guia, custa desde 160 euros nas agências de Istambul. Acho cansativo. Fique pelo menos dois dias em Ürgup, Göreme ou Avanos, as cidades principais. Em Göreme, há albergues e hotéis dentro de cavernas. Prefira os que têm aquecimento 24 horas: as temperaturas costumam ser 10ºC mais baixas que em Istambul. E, durante o outono e a primavera, podem cair para abaixo de zero à noite.
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