viajeaqui.com.br

Viagem e Turismo Guia Quatro Rodas National Geografic Brasil

Viagem e Turismo - Assine já!

National Geographic - Assine já!

Guia Brasil 2010 - Compre já!

  
O turista razoável

Baixo custo e baixo nível

Voe de Ryanair. Mas não reclame depois
Taxas absurdas, antipatia, desinformação... Por que a low-cost Ryanair é uma das companhias mais espertas do mundo. No mau sentido
Eu vou confessar uma coisa: tenho saudade da velha Varig. Sim, a velha Varig. Aquela mesma, aquele símbolo do que um dia se chamou entulho autoritário. Voar era sinônimo de aeromoças bonitas, aeroporto vazio e comida relativamente quente e decente. Até os acidentes tinham mais glamour. E então surgiu um fenômeno que desgraçou o que décadas de aviação haviam construído: o fenômeno das low-cost, as companhias aéreas que se aproveitaram da desregulamentação do mercado para baixar os preços - e o nível.

Muita gente acreditou que as low-cost iriam, enfim, dar cabo das malvadas gigantes estatais que faziam o que queriam conosco. Voar tornou-se acessível para milhões de pessoas. Elas viraram heroínas dos sem-passagem. Hoje, sabemos que as low-cost estão atrás da mesma coisa: lucro. O maior símbolo disso é a inglesa Ryanair. No mês passado, um estudo americano revelou que ela foi a quarta empresa de aviação mais lucrativa em 2008. Mais de 1 bilhão de dólares vieram de cobranças extras - excesso de bagagem, comida, seguro etc. A Ryanair é campeã em reclamações. Recentemente, indo de Londres a Roma, um amigo pagou uma taxa extra de 80 libras porque não havia imprimido o papel do check-in em casa. Mais 80 foram pagas porque a mala estava 1 quilo mais pesada. Essas informações são dadas por funcionários mal-educados e secos que sabem que faturam com cada minuto de dor de cabeça do cliente. A arrogância é uma contaminação do CEO Michael O'Leary, um célebre pitbull dos ares.

Para completar, o embarque é confuso, as poltronas são duras e não inclinam, a bandeja é de plástico barato e as comissárias também. Da próxima vez que você pensar em fazer economia, lembre-se daquela musiquinha: "Varig, Varig, Varig". Não é porque você paga "pouco" que tem de ser tratado como lixo. Não precisa ser primeira classe. Mas chega de falta de classe.
 



Por: J. Pinto Fernandes | Foto: Frederick Florin/AFP

Páginas:

Nesta reportagem

Exclusivo Online

    <li><a href="/blog/turista-razoavel/">O turista razoável</a></li>
 

Editora Abril

Conheça: Guia Quatro Rodas  | National Geographic Brasil  | Viagem e Turismo
Expediente  | Mapa do site  | Política de privacidade  | Anuncie  | Faleaqui
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.
Site melhor visualizado em 1024x768