Muita gente acreditou que as low-cost iriam, enfim, dar cabo das malvadas gigantes estatais que faziam o que queriam conosco. Voar tornou-se acessível para milhões de pessoas. Elas viraram heroínas dos sem-passagem. Hoje, sabemos que as low-cost estão atrás da mesma coisa: lucro. O maior símbolo disso é a inglesa Ryanair. No mês passado, um estudo americano revelou que ela foi a quarta empresa de aviação mais lucrativa em 2008. Mais de 1 bilhão de dólares vieram de cobranças extras - excesso de bagagem, comida, seguro etc. A Ryanair é campeã em reclamações. Recentemente, indo de Londres a Roma, um amigo pagou uma taxa extra de 80 libras porque não havia imprimido o papel do check-in em casa. Mais 80 foram pagas porque a mala estava 1 quilo mais pesada. Essas informações são dadas por funcionários mal-educados e secos que sabem que faturam com cada minuto de dor de cabeça do cliente. A arrogância é uma contaminação do CEO Michael O'Leary, um célebre pitbull dos ares.
Para completar, o embarque é confuso, as poltronas são duras e não inclinam, a bandeja é de plástico barato e as comissárias também. Da próxima vez que você pensar em fazer economia, lembre-se daquela musiquinha: "Varig, Varig, Varig". Não é porque você paga "pouco" que tem de ser tratado como lixo. Não precisa ser primeira classe. Mas chega de falta de classe.
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